NAS CONFLUÊNCIAS DA EDUCAÇÃO: letramento crítico decolonial, linguagens e ensino
DOI:
https://doi.org/10.22533/omij.v6i2.400Palavras-chave:
Confluências; Insurgências cognitivas; Educação Básica; Letramento crítico decolonial.Resumo
Este artigo analisa a confluência entre letramentos críticos e a perspectiva decolonial como fundamento para uma prática pedagógica transformadora no ensino de Língua Portuguesa. A partir do conceito de confluência (Santos 2023), propõe-se o letramento crítico decolonial como abordagem que articula a desconstrução de discursos hegemônicos (Janks, 2018) com a valorização de epistemologias marginalizadas (Mignolo, 2003). A análise centra-se numa experiência pedagógica com a obra Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus, em escola pública, demonstrando como essa perspectiva pode fomentar tanto a leitura crítica da realidade quanto o reconhecimento de saberes subalternizados. Os resultados destacam a necessidade de formação docente capaz de implementar práticas que acolham a pluralidade epistêmica. Conclui-se que o ensino de línguas pode se constituir como espaço de insurgência cognitiva e confluência de saberes.
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