IDENTIDADE DE GÊNERO E SUBVERSÃO EM AMERICAN HORROR STORY

EFEITOS DE SILENCIAMENTO E DE RESISTÊNCIA EM ASYLUM

Autores/as

  • Bianca Nóbrega UFCG
  • Washington Farias

DOI:

https://doi.org/10.22533/omij.v7i1.428

Palabras clave:

American Horror Story, mulheres queer, silenciamento

Resumen

Este artigo analisa o discurso midiático na segunda temporada de American Horror Story: Asylum, com foco na personagem Lana Winters como sujeito mulher queer. A pesquisa articula a Análise do Discurso pecheutiana e os Estudos de Gênero para compreender os efeitos de silenciamento e resistência nas práticas discursivas do gênero horror. O corpus foi composto por cenas selecionadas na plataforma Disney+ em que a sexualidade da personagem é tematizada. A análise demonstra que o horror funciona como espaço de visibilidade e disputa de sentidos, no qual coexistem efeitos de silenciamento e resistência. Observa-se que, mesmo diante de processos de patologização ou captura institucional, surgem fissuras que reinscrevem possibilidades de significação para identidades lésbicas. Conclui-se que a série dramatiza a tensão entre norma e subversão, revelando mecanismos de exclusão e abrindo espaço para discursos que reconfiguram o lugar das mulheres queer na cena social, reafirmando o gênero horror como um território de resistência.

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Biografía del autor/a

  • Washington Farias

    Graduado em Licenciatura em Letras pela Universidade Federal da Paraíba; Mestre em Linguística pela Universidade Federal do Ceará e Doutor em Linguística pela Universidade Federal da Paraíba. Professor efetivo da Universidade Federal de Campina Grande.

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Publicado

2026-03-14

Número

Sección

Artículos de flujo continuo

Cómo citar

IDENTIDADE DE GÊNERO E SUBVERSÃO EM AMERICAN HORROR STORY: EFEITOS DE SILENCIAMENTO E DE RESISTÊNCIA EM ASYLUM. (2026). Open Minds International Journal, 7(1), DS12. https://doi.org/10.22533/omij.v7i1.428

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