COMUNICAÇÃO EM LIBRAS TÁTIL PARA CRIANÇAS SURDOCEGAS CONGÊNITAS

OBJETOS DE REFERÊNCIA PARA PASSEIO NO ZOOLÓGICO

Autores

  • Alda Leaby Oliveira de Araujo Caetano Universidade Federal do Rio Grande do Norte image/svg+xml
  • Ronny Diogenes de Menezes Universidade Federal do Rio Grande do Norte image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.22533/

Palavras-chave:

Surdocegueira congênita, Libras Tátil, Objetos de referência, Comunicação, Mediação pedagógica

Resumo

A comunicação de crianças com surdocegueira congênita constitui um dos principais desafios para o desenvolvimento da linguagem, uma vez que a ausência ou a limitação dos canais visuais e auditivos exige estratégias de mediação compatíveis com suas especificidades comunicacionais. Nesse contexto, os objetos de referência e a Libras Tátil apresentam-se como recursos capazes de favorecer a construção de significados e ampliar as possibilidades de interação com o ambiente. Este estudo caracteriza-se como um ensaio teórico, fundamentado na análise de produções científicas sobre surdocegueira, Libras Tátil, objetos de referência e mediação pedagógica. Como desdobramento dessa reflexão apresenta uma prancha tátil elaborada para um passeio ao zoológico, concebida como proposição pedagógica destinada a materializar a articulação entre esses recursos comunicativos. A discussão evidencia que a utilização intencional dos objetos de referência, associada à Libras Tátil, ao Braille e à língua portuguesa escrita, favorece a antecipação de experiências, a organização da comunicação e a construção de significados por crianças com surdocegueira congênita. Conclui-se que a prancha amplia possibilidades.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Alda Leaby Oliveira de Araujo Caetano, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

    Professora. Mestranda em Educação. Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). E-mail: alda.leaby@professor.ufcg.edu.br

  • Ronny Diogenes de Menezes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

    Doutor em Linguagem e Ensino pela UFCG e mestre em Formação de Professores pela UEPB, o professor atua no Departamento de Educação do campus Caicó da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), dedicando-se ao ensino, pesquisa e extensão com foco em inclusão e acessibilidade para surdos. Atualmente, integra o corpo docente permanente do Programa de Pós-Graduação de Mestrado Profissional em Educação Especial (PPGEEsp) e do Programa de Pós-Graduação em Metodologias de Ensino e Processos de Aprendizagem, onde orienta trabalhos voltados à educação bilíngue de surdos, ensino de Libras e filosofia da linguagem. Com sólida trajetória na área, possui experiência prévia como tradutor e intérprete de Libras no Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), instituição na qual também atuou como coordenador de políticas inclusivas. Seus interesses de pesquisa abrangem a linguística aplicada, a filosofia da linguagem, artes e literatura surda, além da formação sociocultural de professores e a aprendizagem colaborativa. Possui ainda expertise em escritas surdas (escrita de sinais), produção de materiais didáticos para educação a distância, acessibilidade e estudos sobre evasão em cursos superiores.

Referências

ALMEIDA, W. G. A educação de surdocegos: novos olhares sobre a diferença. In: ALMEIDA, W.G. (org.). Educação de surdos: formação, estratégias e prática docente [online]. Ilhéus/BA: Editus, 2015. Disponível em: https://books.scielo.org/id/m6fcj/pdf/almeida-9788574554457-09.pdf. Acesso em: 12 dez. 2025.

BAKHTIN, M. V. Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem. 13. ed. São Paulo: Hucitec, 2006.

BRASIL. Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 23 dez. 2005, Seção 1, p. 28.

BRASIL. Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras e dá outras providências. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 25 abr. 2002, Seção 1, p. 23.

BRASIL. Lei nº 14.605, de 12 de novembro de 2023. Institui o Dia Nacional da Pessoa com Surdocegueira. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 nov. 2023, Seção 1, p. 9.

CAMBRUZZI, R de C. S.; COSTA, M. da P. R. da C. Surdocegueira: níveis e formas de comunicação. São Carlos/SP: EdUFSCar, 2016.

GESSER, A. Libras? Que língua é essa? Crenças e preconceitos em torno da língua de sinais e da realidade surda. São Paulo: Parábola Editorial, 2009.

GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

HART, P. Beyond the common touch point: communication journeys with congenitally deaf-blind people. Oslo: Skådalen Resource Centre, 2010.

KELLER, H. A história da minha vida. São Paulo: Martins Fontes, 1994.

LAGATI, S. Deaf-Blind or Deafblind International Perspectives on Terminology. Tradução de Laura L. M. Anccilotto. São Paulo: Projeto Ahimsa/Hilton Perkins, 1995.

LUPETINA, S. Histórias de vida de indivíduos com surdocegueira adquirida. Curitiba: Appris, 2020.

MAIA, S. R. A educação do surdocego – Diretrizes básicas para pessoas não especializadas. 2004. Dissertação (Mestrado em Distúrbios do Desenvolvimento) – Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2004.

MILES, B. Talking the language of the hands to the hands: the importance of hands for the person who is deafblind. Monmouth: DB-LINK, 2005.

MILES, B. Remarkable conversations: a guide to developing meaningful communication with children and young adults who are deafblind. Watertown: Perkins School for the Blind, 1999.

MOREIRA, F. D. S. M. Educação inclusiva e comunicação de alunos com deficiência visual. São Paulo: [s.n.], 2025.

MOREIRA, F. D. S. M.; WALTER, C. C. F. Objetos de referência para crianças com deficiência múltipla sensorial visual. Curitiba: CRV, 2024.

MOREIRA, F. D. S. M. Voz por meio do toque: comunicação por meio da percepção háptica. Revista Linguística, Rio de Janeiro, v. 21, n. 1, p. 157-172, jan./abr. 2025.

NICHOLAS, J. G. The impact of congenital deafblindness on the struggle to symbolism. 2010. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/240532272_The_Impact_of_Congenital_Deafblindness_on_the_Struggle_to_Symbolism. Acesso em: 25 mar. 2026.

OCKELFORD, A. Objects of reference: promoting communication in children with severe learning difficulties. London/UK: David Fulton Publishers, 1993.

PIAGET, J. A psicologia da criança. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.

QUADROS, R. M. de. Educação de surdos: a aquisição da linguagem. Porto Alegre: Artmed, 2006.

QUADROS, R. M. de; KARNOPP, L. B. Língua de sinais brasileira: estudos linguísticos. Porto Alegre: Artmed, 2004.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 7. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

VILELA, E. G. Educação de surdocegos: perspectivas e memórias. Curitiba: Appris, 2020. (Psicopedagogia, educação especial e inclusão).

Downloads

Publicado

2026-08-10

Edição

Seção

Artigos de Fluxo Contínuo

Como Citar

COMUNICAÇÃO EM LIBRAS TÁTIL PARA CRIANÇAS SURDOCEGAS CONGÊNITAS: OBJETOS DE REFERÊNCIA PARA PASSEIO NO ZOOLÓGICO. (2026). Open Minds International Journal, 7(1), DS37. https://doi.org/10.22533/

Artigos Semelhantes

1-10 de 280

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.