DA COSTELA DE ADÃO AO CREPE DA CHINA
A HISTORICIDADE DA MISOGINIA E A MODA COMO DISPOSITIVO DE VIOLÊNCIA EM O GRANDE GATSBY
Palavras-chave:
Feminismo literário. Literatura moderna estadunidense. Moda social.Resumo
A pesquisa analisa as descrições das personagens femininas Myrtle, Jordan e Daisy, na obra O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald, sob uma perspectiva feminista e indumentária, identificando vestimentas e descrições como indicativos de misoginia e classe social. Parte-se de um aparato histórico sobre a misoginia, articulado à obra e à relação de Fitzgerald com sua esposa, Zelda Sayre. Além disso, considera o contexto da Era do Jazz e a ascensão do feminismo na década de 1920, período de transformação na indumentária feminina. A fundamentação teórica baseia-se em obras feministas sobre interseccionalidade, marginalização e performatividade, como as de bell hooks, Judith Butler e Kimberlé Crenshaw, bem como nos estudos sobre o caráter social da moda propostos por Lars Svendsen e João Braga. A pesquisa adota abordagem qualitativa, bibliográfica e documental, realizando análise interpretativo-analítica do texto literário à luz dos referenciais teóricos, com o propósito de observar a articulação entre moda, gênero, poder, classe e resistência.
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