PROFESSORES CURSISTAS DO PNAIC E SUAS CONCEPÇÕES DOS SOBRE A PRODUÇÃO ESCRITA INFANTIL

Autores

  • Francisca Edilma Braga Soares Aureliano Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  • Mácio Raulino Alves Universidade Federal do Rio Grande do Norte

DOI:

https://doi.org/10.47180/omij.v2i3.152

Palavras-chave:

Alfabetização, Formação Continuada, PNAIC, Escrita infantil., Professores alfabetizadores

Resumo

O artigo apresenta os resultados de uma pesquisa que tem como objetivo analisar as concepções teóricas e metodológicas que as professoras do 1º e do 2º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública, construíram a partir do curso de formação continuada do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC) quanto a produção escrita no ciclo de alfabetização. O estudo teve como sujeitos colaboradoras duas professoras alfabetizadoras que participaram do curso de formação do referido programa formativo. Trata-se de um estudo qualitativo e crítico (LUDKE; ANDRÉ, 1986) e teve como procedimentos de estudo dos dados empíricos das entrevistas semiestruturadas a Análise de Conteúdo do tipo categorial (BARDIN, 1977), bem como foi realizada a revisão da literatura sobre formação continuada, produção escrita e alfabetização e o estudo dos documentos do programa. Os resultados mostram um distanciamento das concepções teórico-metodológicas das professoras com as orientações estabelecidas pelo PNAIC, visto que não demonstram em seus discursos apropriação dos principais conceitos, objetivos e encaminhamentos metodológicos que a formação continuada abordava, quanto a produção da escrita das crianças, e a ausência desses conhecimentos as conduzia a um retorno as estratégias pedagógicas que prioriza a repetição e a memorização de letras e sílabas, oriundas do ensino tradicional para alfabetizar.

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Arquivos adicionais

Publicado

2021-12-26

Como Citar

Aureliano, F. E. B. S., & Alves, M. R. (2021). PROFESSORES CURSISTAS DO PNAIC E SUAS CONCEPÇÕES DOS SOBRE A PRODUÇÃO ESCRITA INFANTIL. Open Minds International Journal, 2(3), 85–98. https://doi.org/10.47180/omij.v2i3.152